quarta-feira, 23 de julho de 2014

AMAmentar!



















Hoje em dia a amamentação tem sido um tema bastante polêmico! Quase um tabu!

Quem amamenta veste a camisa e levanta a bandeira como se apenas por isso fosse a melhor mãe do mundo! E quem, por algum motivo não pode amamentar, acaba muitas vezes se sentindo frustrada e cheia de culpa, como se por isso fosse a pior mãe do mundo!!!

Calma lá pessoal! Cada caso é um caso e cada mãe é uma mãe!

Eu procuro sempre me informar sobre aquilo que é o melhor para o meu bebê... Mas procuro também colocar na balança aquilo que me deixa feliz!Afinal, mãe feliz reflete em bebê feliz também!

Pra ser bem sincera, tenho me sentido incomodada com imposições e regras impostas como se houvesse uma "Constituição da Mãe Perfeita", onde se você quebrasse qualquer "lei"estaria cometendo um crime! 

Eu mesma conheço mulheres que tinham leite, mas não sentiam nenhum prazer em amamentar. Pelo contrário! Para elas era um martírio, sofrimento sem fim, até optarem por dar a fórmula e aquilo foi uma libertação e total melhoria na qualidade de vida da mamãe, logo, do bebê também! 

No meio da palavra AMAmentar, está a palavrinha AMA! Ou seja... é preciso muito amor, senão não faz nenhum sentido! Eu sou da teoria que, antes uma fórmula dada com amor a um peito dado na dor, assim todo mundo fica feliz!

Ai as que vestem a camisa do aleitamento vão dizer? "Mas e o vínculo da mãe com o bebê!?"

Ah, minha filha! Se você só consegue estabelecer um vínculo afetivo com seu bebê no momento da amamentação, sinto muito lhe informar que há algo de errado aí!? E antes do banho que você pode fazer aquela shantala maravilhosa e cheia de afeto? E na hora do cochilo que vocês dois podem deitar coladinhos e se encherem de carinho? E em cada troca de fraldas que você pode encher a barriguinha dele de beijinhos! E dando um passeio com ele pendurado no canguru coladinho em você enquanto você canta musiquinhas pra ele? Sinceramente, eu perderia meu dia aqui enumerando várias outras maneiras de estabelecer um vínculo de muito amor entre você e o seu bebê! Caso você se restrinja apenas à amamentar seu bebê, achando que isso é o suficiente e a maior prova de amor, sinto lhe informar que você está sendo praticamente uma ama de leite, provedora de alimento, nada mais! 

E não me levem a mal! Muitos podem achar que não pude ou não quis amamentar e por isso estou vestindo a camisa de quem opta pela fórmula, mas não! Meu bebê faz seis meses quinta-feira e mantive-o em aleitamento materno exclusivo até então, mesmo a pediatra me informando que poderia iniciar a inserção alimentar com frutas no quinto mês! 

Eu visto a camisa do livre arbítrio e da mamãe e do bebê feliz! Isso sim!



terça-feira, 22 de julho de 2014

EU TESTEI: Nosefrida!!!

Nada mais chato que um bebê gripadinho e com o narizinho obstruído por catarro né!? Se para nós, adultos, já é bem difícil dormir assim, imagine para os pequenos!

Fazer a limpeza do narizinho com cotonete, soro fisiológico, salsep ou maresis, ets e tal, ajuda muito, mas ainda assim muitas vezes o nariz continua entupido, o bebê enjoadinho e nada resolve! Toda mamãe provavelmente comprou ou ganhou quando estava preparando o enxoval aquelas bombinhas de sucção nacionais, que parecem uma buzininha! Poisé! As danadas são péssimas! Pra começar, são imensas pra caber no narizinho dos pequenos! E depois... não sugame  dão impressão de machucar!


Daí eu descobri o que fazer quando estamos com o bebê com o nariz daquele jeito!!!

NOSEFRIDA!

Que salvação pessoal! 
O Nosefrida é sueco mas é simplesmente um dos itens para bebês mais vendidos nos Estados Unidos, tamanha a eficácia!
Quando li como era o funcionamento da parafernalha minha primeira reação foi achar um nojo só! Isso porque o Nosefrida nada mais é do que um tubinho com uma mangueirinha aonde a mãe suga a meleca do bebê ! (eca!). Acontece que,  depois do primeiro resfriado do Vítor, valia qualquer coisa para aliviar o desconforto do meu bichinho!!! Até porque, segundo o fabricante, não tem risco de você engolir a meleca pois no fim do tubinho existe uma espuminha que funciona como um filtro!
A foto mostra como usar o queridinho!


Hoje, depois de usar várias vezes, eu conclui que realmente o risco é zero de você engolir a meleca! E o resultado é nota 10! Além do mais, o Vítor aceita usar o nosefrida muito melhor que quando eu tento limpar com soro, cotonete ou com o sugador da Lillo!
Nos EUA o Nosefrida custa em média US$15,00. Já aqui no Brasil não encontrei por menos de R$100,00. ( http://www.mercadodobebe.com/aspirador-nasal-nosefrida-p-1481.html .
Fica a dica também de comprar filtros extras pra quando o seuficar velhinho! É mais higiênico trocar de tempos em tempos! 

Eu usei e aprovei! Não pode faltar no enxoval de qualquer de mamãe! Tomara que vocês também gostem!!!



segunda-feira, 21 de julho de 2014

O chá de bebê que eu não tive!

Se tem uma coisa que a maternidade me ensinou é, faça por seu bebê tudo aquilo que você tem vontade para depois não se arrepender de não ter feito!

Eu queria muito, muito mesmo, ter feito um chá de bebê para o Vítor! Mas por vários motivos, dentre eles, pitaco dos outros e ficar contando com os outros, acabei não fazendo! Lição aprendida: FAÇA você mesma o que tiver vontade e pra quem tiver vontade! Dane-se se alguém vai ficar chateado de não ser convidado, dane-se se acham que você tem que convidar a família toda sendo que você nem tem contato, dane-se se ninguém te ajudar ou se não sair tão perfeito quanto você sonhar...mas FAÇA!

O meu pequeno acabou ficando sem o seu chá de bebê e eu me arrependo sim, e MUITO! Mas paciência! 

De qualquer modo, fica aí a inspiração que eu iria usar no chá de bebê que eu não tive! A idéia era usar o tema patinhos de borracha, pois eu acho esse patinhos super fofos e a cara de qualquer bebê! As cores amarelo e azul turquesa também são super alegres e fofas!

Eu ia amar ter feito tudo e o Vítor também! :(

Bolos fofo!



Bolo de fralda! 



 

Comes e bebes! 













Lembrancinhas! 






 Convites fofinhos!





 Decoraçoes com banners e roupinhas do bebê!

 



Centros de mesa!





 Ponches, suqueiras e compatas de doces decoradas com patinhos! 





Cake pops fofos de patinhos! 
 



 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Minha nada doce experiência com a temida cólica!

Aos 14 dias de vida o meu pequeno e amado bebê começou a viver o pior pesadelo de todas as mães: CÓLICAS!

Se você teve um bebê e não precisou passar por isso considere-se a mãe mais sortuda desse mundo!!! Acredite-me!

Todo mundo me dizia que com 3 meses o problema passaria e eu acreditei, mesmo achando que 75 dias era tempo demais para ver o meu baby padecendo daquele jeito! Faltei fazer um calendário com contagem regressiva, se é que não fiz mentalmente!!! 

Pior... 

Não passou com 3 meses, nem com 4 e quase beiramos o quinto mês até que milagrosamente os gases pararam de incomodar! Sinceramente, passar não passou... ele continua um peidorreirinho até hoje! Mas... não dói mais! E isso já é um grande alívio! 

Levei o Vítor em 4 gastropediatras, todos me deram o mesmo parecer! É fisiológico e culpa da imaturidade do sistema digestivo do bebê...Não há nada a fazer a não ser dar tempo ao tempo! 

Enquanto o tempo passava meu bebê sofria e eu também, mas não parada! 

Vale a pena ressaltar que, para mim o Vítor passou por dois momentos diferentes! A princípio ele teve cólica... nada de pum! Ele se contorcia, chorava e era sempre durante o dia! Não afetava o soninho noturno dele! Foi assim até os 2 meses quando, o que não podia ser pior acabou piorando! Começaram os gases... ele acordava a madrugada inteira chorando e soltando pum!

Sinceramente, para mim, as Cólicas foram muito mais tranquilas e suportáveis que os gases! Até porque consegui dribar a cólica, mas os gases, mal e porcamente!

Vou contar pra vocês tudo o que testei... o que deu certo e o que não deu!

Enquanto o problema eram as cólicas:


  1. LUFTAL / MYLICON / FLAGAS - No nosso caso não resolveu de nada! Pra quem quiser testar, o Mylicon é o mais aconselhado por não ter corantes que possam provocar reações alérgicas no bebê! 
  2. CHÁ DE FUNCHO: Senti que melhorou um pouquinho pro Vítor nos dias em que eu mesma tomei cerca de 2 litros de chá! Ele tomando não mudou em nada! 
  3. FUNCHICÓREA: Você para de chorar quando toma, mas não porque faz algum efeito e sim porque é docinha e te distra da dor! Assim que o sabor some da sua boca, o chororô volta! De qualquer modo, o papai ama essa alternativa pra te tapear nas horas do choro. Mas resolver pra gases ou cólica, sinceramente não resolve! A maior propaganda ilusória! rs
  4. COLIC CALM: Definitivamente o salvador da pátria! Nâo sei se coincidência ou não, mas da primeira vez que te demos o remédio o choro parou quase que instantaneamente e, por muito tempo foi a nossa salvação!!!
  5. GOTINHAS HOMEOPÁTICAS: Para nós, não funcionou! Mas vejo muita gente falando maravilhas!




Quando o problema passou a ser gases, o Colic Calm perdeu o efeito salvador! :( Então tentei novas alternativas!

  1. CLORIDRATO DE RANITIDINA (LABEL): A princípio depositei na ranitidina todas as minhas esperanças! Mas não, não funcionou tão bem assim! A ranitidina é usada para bebês com refluxo, e como o Vítor golfava muito, a pediatra e eu decidimos tentar para ver se o problema era azia e não gases! Apesar de tudo, hoje em dia, que o Vítor ainda toma a ranitidina, quando acontece de eu esquecer de ministrar percebo que ele fica com mais gases!
  2. MOTILIUM: Mesma linha de raciocínio da Ranitidina! O motilium também é usado para o refluxo (substância ativa: domperidona) e no caso do Vítor, além de não resolver, o deixou mais agitado! Logo paramos de usar!
  3. LUFTAL / MYLICON / FLAGÁS: Ainda hoje com 6 meses usamos o mylicon, combinado com a ranitidina! E apesar de não acabar com os gases, quando o Vítor não toma sinto que piora! 
  4. TUMMY CALM: Do mesmo fabricante do Colic Calm, o Tummy é feito para aliviar quaisquer desconfortos abdominais. Para nós foi decepcionante! Apostei todas minhas fichas e dólares nele, e não valeu de nada!
  5. LITTLE TUMMY: É a versão americana do luftal/flasgás/mylicon, só que com gostinho de morango! Pra gente, não deu em nada!
  6. HOMEOPATIA: Ainda não posso dar o meu parecer pra homeopatia! Começamos a usar a uns 7 dias então acho que precisamos de um prazo maior pra perceber resultados!
  7.  
A conclusão que tirei com essa minha jornada de caça a solução para os problemas gastro-intestinais do bebê foi: realmente, só com muita paciência e dando tempo ao tempo as coisas se ajeitam! Resolver por completo nenhum remédio resolve, apenas alivia! Mas como coração de mãe é mole, qualquer pequeno alívio já é uma grande recompensa né?!

OBS MUITO IMPORTANTE: TODOS os medicamentos que dei para meu bebê foi com orientação médica! Favor consultar o pediatra antes de tentar qualquer produto com seu bebê ok?!







sexta-feira, 11 de julho de 2014

No dia em que eu comecei a aprender a ser mãe!

A gente passa 9 meses carregando um serzinho na barriga, e parece tempo demais pra se preparar para ser nada mais, nada menos que... MÃE!

Mas não!

Os 9 meses passam voando e você mal dá conta de providenciar tudo que precisa pra chegada do bebê, quanto mais pra se preparar pro tanto que sua vida vai mudar! Você lê livros, se informa, faz cursos e fica toda crente que, SIM, posso assumir a maternidade! Mole, mole!

Puro lero-lero!

Nunca se sabe o suficiente e mesmo que na teoria você tenha aprendido de tudo, na prática é tudo bem diferente!

Você rezou e pediu a Deus um bebê saudável, mas esqueceu de pedir um bebê sereno, sem cólicas, tranquilo, calmo, que durma bem e de preferência sozinho no bercinho! Óbviamente que, só por ele ser saudável você já tem mais de mil motivos para por a mão para os céus... mas ainda assim, em algum momento você vai rezar copiosamente para que ele fosse alguma dessas outras coisas que citei acima!

Um belo dia você sai de casa, barriguda, cheia de dor e cheia de malas também...rumo ao hospital e ao desconhecido! Você acha realmente que tem TUDO sob controle! Na malinha da maternidade não falta NADA. O problema é que, pra ser mãe, tem tanta coisa que não cabe em mala!

No dia 25 de Janeiro de 2014 eu comecei a aprender a ser mãe! Digo que comecei a aprender, porque sinceramente sei lá se isso é um aprendizado que algum dia na vida se conclui! 

É impossível explicar, descrever ou narrar as emoções que senti especificamente nesse dia da minha vida! Porém continua sendo muito difícil explicar, descrever ou narrar várias emoções e sentimentos que tenho vivido desde então!

Por isso resolvi escrever nesse blog! 

Pra falar de como é SER MÃE da vida real!

Sei lá porque diabos alguém decidiu pintar a maternidade apenas de cor-de-rosa e tornar obrigatório que pra ser mãe tem que ser super heroína! Deve ter sido a mesma tal que decidiu queimar sutiã em praça pública clamando por direitos iguais e que na verdade nos trouxe foi muito mais deveres, cobranças e obrigações. NÃO!!! Não temos que ser SEMPRE fortes, super, decididas, alegres, e nem temos que estar sempre certas!!!

Acredite-me... De modo geral, desde que me tornei mãe tenho tido muito mais dias coloridos!!!  Mas a cor cinza, ou até mesmo preta não deixa de existir na paleta de cores do nosso dia a dia! 

O meu recado pra que está passando por isso agora, ou vai passar em breve é: NÃO tenha vergonha de SENTIR os SEUS SENTIMENTOS!!! 

Todo mundo pinta a maternidade de tal forma que faz parecer que a partir de então a gente só tem direito de se sentir FELIZ. E é complicado mesmo assumir quando a gente se sente triste, desesperada, com medo, neurótica, arrasada, frustrada ou qualquer outra coisa que não seja um sentimento bom... afinal, na maioria das vezes quem se torna mãe, sonhou por, no mínimo 9 meses com isso! Como a gente pode sentir qualquer coisa ruim se a gente desejou tanto e sonhou tanto com algo? Soa contraditório!

Mas a verdade é que continuamos sendo humanas e continuamos sendo INDIVÍDUOS! E por um bom tempo nos vemos privadas da tal liberdade, porque temos, colados em nós 24 horas por dia um serzinho que depende integralmente de nós e, às vezes, do papai! 

De uma hora pra outra a gente deixa de ser a fulana de tal (no meu caso, a Manu!)... pra ser apenas a mãe do fulano de tal (no meu caso, do Vítor!). A gente deixa de ter profissão e de ser reconhecida profissionalmente, deixa de ser sensual e de saber seduzir por um tempo...aliás, nem vontade disso a gente tem! A gente praticamente perde nossa identidade! E SIM! No começo é muito difícil digerir tudo isso! 

Mas se tem outra mensagem que eu quero deixar com esse primeiro post e em qualquer momento em que bater o desespero é que: TUDO PASSA!

Então aproveitemos, nos mergulhemos e aventuremos nesse novo universo da maternidade! Busquemos nesse novo mundo reencontrar nosso espaço e identidade! Com certeza, de um jeito ou de outro, mais cedo ou mais tarde, a gente chega lá!!!